Parnaso em Fúria 01

A lírica de Felipe D´Castro...

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Ultraje de pedra

Depois de um diálogo inacabado
Não houve credo, calmaria ou respeito
Que afugentasse do meu calmo peito
A rara bruta raiva do ultrajado

Ah! Quão arbitrária a fama do leito...
É o corte do vôo quando dá-se a cabo
Da esfinge de pedra, Viking educado
Do choro do sínico, do deleite

Senhora, vês minhas penas ao chão?
Foi o corte, senhora, foi o corte...
Foi a foice do Hitler em aversão

Contudo, senhora minha, te digo
Que apesar da depenação da Sorte
Levarei comigo a pena de Cristo.
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