Inspirado em um conto de Danniele Silva,
e dedicado a mesma, óbvio!
Ver-te, à derradeira oportunidade,
É sentir-te uma vez a mais, e degustar-te,
Como a moléstia que mata e faz de tal arte
O propósito obscuro de suas idades.
Querias-me tu como uma mísera subparte...
A mim? Filha de tantos e tantos cuidados?
Descansa, então, o sossego desses prados,
E a putrescência fisiológica do infarto.
Que de cobrir-se de reservas estou farta!
Vês, amor, estrelas multicores no céu?
Anunciam, pois, a tua tão só chegada!
E as trombetas toscas dos anjos mais toscos,
Predizem a ida do amor, meu escarcéu,
E denunciam a vinda de mais um morto.
